Servidora do Ibama descobre periquito azul no Tocantins

  • 05/04/2026
(Foto: Reprodução)
Registro de periquito-de-encontro-amarelo com coloração azul Bianca Montanaro/Ibama Uma servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registrou um caso raro de alteração genética em uma ave silvestre no Tocantins. O flagrante mostra um periquito-de-encontro-amarelo com coloração azul, resultado de uma condição genética conhecida como cianismo. A foto foi feita pela analista ambiental Bianca Montanaro durante uma atividade de observação de aves em São Félix do Tocantins, no leste do estado. Segundo a servidora, registros desse tipo em vida livre são raros. “Flagrantes desse tipo em vida livre são raros e valiosos, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a variabilidade natural das espécies e reforçar a importância da conservação da biodiversidade”, afirmou. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O periquito-de-encontro-amarelo é uma espécie comum no Brasil, especialmente em áreas abertas, regiões do Cerrado e ambientes urbanos. A ave foi identificada em meio a um bando que se alimentava em uma plantação de milho. LEIA TAMBÉM: Vendedor aposta na confiança para vender café no trânsito: 'Se não pagar, Deus compensa' Enfermeira e sexóloga: conheça professora que se desdobrou nas aulas para cuidar da filha de aluna Antes da aprovação conjunta em medicina, filha ficou apreensiva e questionou: 'E se minha mãe passar e eu não?' Veja os vídeos que estão em alta no g1 Condição genética rara O cianismo está relacionado à ausência de pigmentos responsáveis pelas cores amarelas, laranjas e vermelhas nas penas, chamados de psitacina. Como a coloração verde das aves resulta da combinação entre o amarelo e o azul, a falta desses pigmentos faz com que o animal apresente tonalidade predominantemente azul. De acordo com o Ibama, o cianismo afeta apenas a coloração da ave, sem evidências de prejuízos diretos à saúde. No entanto, na natureza, a alteração pode representar desvantagens, como menor camuflagem, maior exposição a predadores, dificuldades de reconhecimento entre indivíduos e possíveis impactos no sucesso reprodutivo. Periquito-de-encontro-amarelo sem a condição genética Bianca Montanaro/Ibama A condição é genética, assim como o albinismo em seres humanos, e tende a permanecer rara em populações naturais. Isso ocorre porque indivíduos com essa característica podem ter menor taxa de sobrevivência e reprodução. No Tocantins, a ave é frequentemente observada e apresenta coloração bastante estável, o que torna variações como o cianismo ainda mais incomuns. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/04/05/servidora-do-ibama-descobre-um-periquito-azul-no-tocantins.ghtml


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