PC diz que foragido por fraude de R$ 55 milhões no agro fez procedimento estético e divulga cartaz de procurado

  • 25/03/2026
(Foto: Reprodução)
Esquema de fraudes no agro é investigado; contador do grupo está foragido A Polícia Civil divulgou dois cartazes de procurado de Paulo Cesar Maciel dos Santos. Ele é considerado foragido por suposto envolvimento com a organização criminosa investigada por fraude de R$ 55 milhões no setor do agronegócio, envolvendo impostos estaduais. Segundo a polícia, ele passou por procedimentos estéticos recentes. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele é investigado pelos crimes de falsidade ideológica, contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Ele possui um mandado de prisão em aberto. O advogado de Paulo Cesar informou à reportagem da TV Anhanguera que não teve acesso aos autos do processo. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Paulo Cesar foi um dos alvos da Operação El Dourado, realizada na manhã desta terça-feira (24). Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva em Unaí (MG), contra o principal responsável pelo esquema. Também foram cumpridas duas prisões por porte ilegal de arma de fogo e seis ordens de busca e apreensão, sendo duas em Unaí e quatro em Palmas. O g1 também questionou o Conselho Regional de Contabilidade do Tocantins (CRC-TO) sobre o caso, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode entrar em contato pelo Disque 197 ou por meio do WhatsApp (63) 3218-1069. O anonimato é garantido. LEIA MAIS Grupo que usava site de acompanhantes para extorquir homens é alvo de operação da PC Grupo que simulava negociações milionárias no agronegócio pode ter causado prejuízo de R$ 55 milhões no Tocantins Segundo a polícia, Paulo Cesar Maciel dos Santos passou por procedimentos estéticos recentes SSP/ Divulgação Como funcionava o esquema Segundo a polícia, o esquema era composto por empresas de fachada. Os integrantes simulavam negociações com grãos como soja e milho por meio de notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. Em apenas seis meses, uma das principais empresas declarou uma movimentação superior a R$ 464 milhões, mas recolheu apenas cerca de R$ 39 mil em tributos. As empresas operavam com estruturas que não eram declaradas. A sede funcionava em um espaço de 24 metros quadrados e tinha apenas uma mesa, uma cadeira e um notebook, sem qualquer indício de atividade real no setor agropecuário. Ex-funcionárias disseram em depoimentos que eram contratadas para manter o local aberto e dar aparência de legalidade. Elas eram orientadas a instalar softwares de acesso remoto. Dessa forma, os líderes da organização poderiam controlar os computadores a partir de outras localidades, simulando operações no Tocantins. Além disso, o grupo usava pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica como “laranjas”. Elas eram inseridas como sócias em empresas constituídas como sociedades limitadas unipessoais, ou seja, as quais permitem apenas um sócio. O capital social declarado dessas empresas era de até R$ 10 milhões, integralizado de forma fictícia. Quando a Secretaria da Fazenda detectava irregularidades e bloqueava a inscrição estadual de uma empresa, o grupo ativava uma nova para dar continuidade às ilegalidades. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

FONTE: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2026/03/25/pc-diz-que-foragido-por-fraude-de-r-55-milhoes-no-agro-fez-procedimento-estetico-e-divulga-cartaz-de-procurado.ghtml


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